“Um dia, pensamos que devemos estar com sua alma gêmea
Mas o que acontece com quem a encontra?
Fica desanimado?desistimulado?
Nao, agora o pensamento muda, assim como muda um dia chuvoso para ensolarado
Muda, comno dizem, da água pro vinho
Mas essa mudança pode ser interpretada de duas maneiras:
A dos amigos que dizem que voce perdeu seu tempo, pois nao sai mais, nao vive mais;
E a sua, que tem como pensamento de que, agora que eu estou vivendo, estou amando
E qual dos pensamentos devemos seguir?
Aí depende. depende da pessoa.
Mas ai voce diz: ” – Isso é óbvio”. e eu te respondo
Claro que é, mas é óbvio para qm ama, ou pelo menos já amou.
Mas onde pretendo chegar com essa história?
Essa resposta eu realmente nao sei, pois, na verdade eu amo, e sei que é para sempre.”

Luiz Neiva”

A cada hora que passa
O desespero aumenta
Não é problema de solidão
Pois, se eu quisesse
Teria duas pessoas pra me satisfazer
Mas não sou desses tipos de homes…

E então, qual é o problema?
Deixar meus amigos pra tras…
Deixar minha vida pra tras
Não poder levar meu amor
Mas infelizmente, levar sadade…

Por que essas coisas aconteem?
Por que nada é como esperamos?
Ou ainda, por que nunca é como queremos?
Será que se fosse, a vida não teria graça?
E qual é a graça de deixar sua vida pra tras
E ter q mudar radicalmente?

E se eu não quero?
Por que não posso ficar?
Quero ficar
Quero ter a Minha vida!

Luiz Neiva”

Treme sem queixas por meu coração
Afogado em lagrimas, cansado
Da saudade implorada por perdão
De toda sua lastima e solidão
 
Do brilho intenso que já tardia
O olhos repudia a vida
Os passos agora parte em vão
Perdido, procurando uma direção
 
Do temor ao único apego
As lembranças é seu aconchego
As ilusões agora lhe parece constantes
Alastrando sua sina errante
 
Uma breve pausa em desespero
Apenas  medo do desapego e é só
Carregas consigo essa lembrança
Como se bastasse ainda ter esperanças

 

Por Eduardo Neves 22/08/2008

 

Em devasto caminho solene
Em pranto derramo meu Carmo
Em vida entrego a revelia
Dos mantos carrego o enfardo

Pesar em ti e em deleito
Repousando por inúmeros incômodos
Caindo por piedade e respeito
Que meus próprios medos os enganam

São seus sonhos, eu me lembro
E o seu cheiro sereno
por vez entrego-me a ti em alma
mesmo traindo meu corpo enfermo

Levas contigo minha dor
mesmo que por um breve momento
e em meu leito apenas desejo
você  meu ultimo pensamento

Por Eduardo Neves

Em tempos peço e não me arrependo
por pena atrevo-me e me condeno
e se por ventura a culpa me acusa
passo breve por mísero distraído

Almejo o dom que a ti foi concebido
de apartaste de tais sentimento, já esquecidos
que deforma minhálma porém me consola
como velhas lembranças de minha infância

Mas a dor que nos separa somente retarda
e minhas falas enganam mesmo quando profanas
Quando a necessidade de estar distante ainda me consome
escondo minha face covarde e infame

Árdua inocência que agora se faz esquecida
recolho-me, e peco por te-las perdida
suas palavras me tocam como uma oração
calada ao corpo e tão longe do coração

 

Por Eduardo Neves

Nas frias noites (em pleno inverno)
Tua lembrança é calor e proteção
Minha música embala a alma, doce melodia.
Que se aloja no peito qual devoradora paixão

Temperatura quarenta graus, que a ti também aquece.
Vem junto a eu esquecer o mundo
E assim se lembrar para sempre a quem nunca te esquece

Beberemos no copo do amor, a divina bebida.
Que nos faz irmãos, amigos… amantes
Pois não há união mais perfeita e querida
Que se iguale aos nossos… Seus… instantes

Encantado é como fico levando o sonho a mais linda comoção.
Fazendo-me esquecer e perder o tempo e o domínio
Embalado por tão puro sentimento… tão divino
Que me dou por inteiro, sou todo por você, espera e tentação.

by Francisco Joaquim.

Hoje senti sua boca, apenas tocando meu rosto
Me deixando em pausa com os reais sentidos
Me superei, tentei ser eu, não o oposto
E assim fui… em frente, em seu caminho

 Tanto ansioso quanto assustado
Senti sua boca doce tocar-me
E novamente em pausa, e meus sentidos…
Ah deus, me perdoe, mantenha-me calado

 Pois se este anjo lindo for o meu
Serei seu lado negro, medroso, obscuro
Não serei mais para ele “puro”
Estarei mortal, pois serei o breu

 Andar dentre as flores no arrebol
E tocar seu lindo corpo q seduz
Sem nem ter desejado a vida, o sol
Como pode? como posso? luz…

 Me cale, me esconda, seja tu e eu
Não louco, não morto, nem breu

 Sou louco, sou você, sou…
Aquilo q quiseres…
Sou teu.

by Francisco Joaquim.

Bem o mal fez em me ensangüentar
Lentamente, e assim ferir-me tanto
Do jeito seu, do jeito manso e devagar
Tão devagar quanto meu zelo e pranto

 Que viva farta de lembranças minhas
Pois assim lembrarei junto também
Como o galho enroscado nas gavinhas 
Que choraminga nesse vai – vem

 E ao soar o sino da paixão temerosa
Tu possas se recordar disto bem
Do jeito meu, do jeito simples e prosa
Como prosa e simples… de minha boca… AMÉM

by Francisco Joaquim.

Acabaram-se as duvidas queixosas
De tão pouca vida e muito querer
Fez-se distante os laços as rosas
Fez-se constante o errado mal dizer

Agora sinto a vida num finco trançado
A debruçar-se em meu ombro sombrio
Sem ao certo saber se meu eu tão calado
Quer realmente chorar e viver no esguio

Sou tão errado quanto a distância a nós imposta
Pois pequei e peco contra ti e eu
Se for tornar-te feliz o abandono em proposta
Deixo-te por completo e esqueço que sou teu

Mas se for-te por mim, linda e por vontade
Ficar ao meu lado e ser contente
Então sem hesitar sou por completo e em verdade
Tudo o que deixei partir… nossa paixão ardente

Somos uma vida, um corpo, uma luz
Em vontade somos únicos
Verdade absoluta…desejo que seduz

Guardo agora apenas a lembrança, a saudade, o amor…
Sou errado, patético e enfermo
Sou teu, sou calor

by Francisco Joaquim.

Somos estranhos e somos assim
Já estamos longe, notável o fim
Caminhar na minha vida?
… ah e minha vida por ti era…
Como nunca antes lida
E lida, e linda tu és, bela primavera 

E branda e doce e serena
Não será como antes, amena
Feito seus modos de ligeira pressa
Que rebatia a tristeza
Que na minha face professa
Junto ao amor, saudade, sua incerteza

by Francisco Joaquim.